Dois mil e quinze

2015_estrada

Nos últimos dias tenho me sentido incrivelmente bem, com poucos daqueles efeitos colaterais horrendos da descontinuação da Venlafaxina, o que me deixa confiante de que o pior já passou. Tudo bem que passei os últimos dois meses praticamente enfurnado dentro de casa e segregado do convívio social – exagero, nem tanto –, mas o que me importa neste momento é que as coisas não parecem tão ruins quanto antes.

Fico com um pé atrás quanto a declarar vitória tão cedo, afinal, já passei por tantos altos e baixos que chego a desconfiar do meu bem-estar. Fazendo uma análise bastante fria dos últimos dias, entretanto, diria que as chances de piora são poucas, é o que sinto agora.

Então, prezado leitor, existe sim luz no fim do túnel. É um túnel comprido, imenso, incansável, mas lá no final brilha um pontinho luminoso. Mesmo eu, pessimista, cético e rabugento por natureza, reconheço que as últimas noites têm sido de um sossego inimaginável, e que os episódios de cansaço físico e mental têm diminuído bastante.

Se para muitos 2015 começou nos primeiros minutos de janeiro, o meu ano-novo só tem início agora. Um pouquinho atrasado, mas ainda assim a tempo de colocar em prática os planos que estavam engavetados.

Não pretendo voltar a tomar Venlafaxina ou qualquer outro antidepressivo – seja qual for. Se tivesse sido suficientemente alertado da síndrome de retirada, em meados de 2012, quando comecei o tratamento, pensaria duas vezes antes de começar a tomá-la.

Se alguém lhe prescreveu a Venlafaxina, e você calhou de parar aqui, para saber um pouco mais dos seus benefícios e malefícios, eu lhe diria para pensar duas vezes. Você já tentou algum outro método, quem sabe fazer terapia? Ou se está decidido a tomar algum remédio, já cogitou tentar algum não tão agressivo? De todo modo, caso tenha decidido a seguir em frente com a Venlafaxina, lembre-se de não parar de tomar de uma hora para outra. Dê uma olhada na seção https://venlafaxina.wordpress.com/como-parar-de-tomar-2/ e boa sorte.